O “disfuncional” funciona
- André Lombardi

- 24 de set. de 2024
- 1 min de leitura
Atualizado: 28 de dez. de 2025
Muitas vezes ouvimos falar de algo como “disfuncional”, como se fosse um erro ou falha. Mas, na prática, tudo aquilo que chamamos assim tem uma função. Julgar um comportamento como disfuncional revela muito mais sobre a norma social ou sobre um código de conduta do que sobre a realidade de uma vida vivida.
Cada comportamento ou emoção é, na verdade, uma resposta às situações que atravessamos. São caminhos que encontramos para dar sentido ao que nos acontece e sobreviver ao que vivemos. Não existe “resposta errada”: fazemos o que é possível com os recursos que temos naquele momento.
O sofrimento aparece quando essas respostas chegam ao seu limite. Nenhuma estratégia funciona para tudo, e quando esbarramos nessas barreiras, sentimos dor, angústia ou paralisia. É por isso que a terapia não deve ser um espaço de julgamento, mas sim de expansão de repertório — a chance de descobrir outras formas de lidar com a vida.
Nossas estratégias são construídas ao longo da história, mas essa história nunca está pronta: ela está em constante transformação. Isso significa que sempre há espaço para crescimento, criação de novos caminhos e reinvenção de si.
Na terapia online, trabalho justamente a partir dessa perspectiva: ampliar possibilidades sem desvalorizar o que já existe. Cada pessoa traz uma história única e valiosa, e meu papel é facilitar a construção de novos recursos, respeitando e reconhecendo os que já foram forjados. A terapia é um espaço seguro para experimentar, refletir e se reconectar com sua própria potência, sem julgamento e com acolhimento.



